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Qual o melhor contraceptivo

Sexualidade - Publicado em 24 de July, 2008

Qual o método contraceptivo que mais combina com a mulher moderna? Há um ideal para cada mulher. Escolha o seu.
Há vários métodos contraceptivos à venda nas farmácias ou à mostra no consultório . Mas é importante que a mulher saiba qual é o ideal para as suas necessidades. Uma conversa com o ginecologista e informações sobre todos eles, quais os efeitos e benefícios de cada um, pode ajudar. Qual o mais confortável, freqüência de uso e menos efeitos colaterais.

Os mais comuns ainda são as pílulas anticoncepcionais, cerca de trinta e quatro por cento das mulheres gostam do método e acham fáceis de usar. Alguns dos incômodos também são o esquecimento e alguns efeitos colaterais, como náuseas e dores de cabeça, provocadas em algumas delas. As mulheres esquecem pelo menos de tomar uma em cada ciclo.
Entre os métodos conhecidos estão os de barreira, hormonais, naturais, definitivos e a contracepção de emergência.

Junto com o ginecologista, a mulher deve escolher:
- um método que se adapte ao dia-a-dia, correria do trabalho, viagens, compromissos.

- um que seja fácil de usar, possua menos efeitos colaterais e seja confortável;

- um método que não marque no seu corpo ou na roupa, enfim, que seja discreto;

- sempre que possível, opte pelos contraceptivos com as menores taxas hormonais;

Uma pesquisa realizada pelo laboratório Organon em treze países revelou que a facilidade de uso é o fator mais importante na escolha do contraceptivo para 57 por cento delas. Por falta de informação e conhecimento dos métodos existentes no mercado, a mulher se convence de que o mais simples e fácil de usar é a pílula anticoncepcional.

Cabe a cada mulher, decidir, junto com seu médico, o melhor método para si. Os métodos contraceptivos estão cada vez mais práticos e eficazes. Novas opções e pílulas mais modernas chegam todo ano ao mercado. Mas, antes de eleger aquele que vai lhe assegurar uma vida sexual sem surpresas, conheça os riscos e benefícios de cada um. Confira a seguir:
Métodos de barreiras e espermicidas
Camisinha: Fina camada de látex inserida no pênis ereto evita que os espermatozóides atinjam a cavidade uterina.

Vantagens: barato, eficaz e realiza a dupla função de evitar a gravidez e o contágio de doenças sexualmente transmissíveis.
Desvantagens: pode estourar (média de 20%) e reduz a sensibilidade do pênis.

Diafragma: Um dispositivo circular de borracha, para ser colocado na vagina com a intenção de impedir a passagem dos espermatozóides. Não causa dor nem desconforto.

Vantagens: Não possui efeitos colaterais e segura o fluxo menstrual durante as relações.
Desvantagens: Pode falhar (média de 25%), deve ser retirado apenas seis horas depois do ato sexual e necessita de exame pélvico prévio.

Camisinha Feminina: Similar do preservativo masculino, feito de uma membrana fina de látex, tem o formato de um coador e se ajusta à entrada da vagina. O aro de borracha deve ficar no mesmo lugar onde se coloca o diafragma, na entrada do útero.

Vantagens: garante maior liberdade e independência à mulher, pois o controle de uma relação sexual eventual não fica mais com o homem.
Desvantagens: mulheres que tem aversão a manipular seus genitais e o alto custo do preservativo, bem mais caro que o masculino.

Espermicida: Produtos químicos que desativam ou eliminam os espermatozóides. São encontrados sob diversas formas: gel, pomada, aerosol, geléia e supositórios vaginais.

Vantagens: não apresenta efeitos colaterais, aumenta a lubrificação vaginal e tem algum efeito contra doenças sexualmente transmissíveis.
Desvantagens: Alta incidência de gravidez (média de 30%) e só pode ser usado no momento da relação sexual, senão perde a validade.
Métodos naturais
Coito interrompido: o famoso “gozar fora” exige imenso autocontrole do homem é um dos métodos preventivos mais antigos.

Vantagens: mesmo sem muita segurança, é melhor arriscar o coito interrompido do que correr o risco de uma gravidez indesejada.
Desvantagens: o líquido pré-ejaculatório pode conter espermatozóides vivos e é uma porta aberta para doenças sexualmente transmissíveis, principalmente em relação a parceiros usuais.

Tabelinha: o método Ogino-Knaus, baseado no calendário feminino (dias férteis e não férteis) é um dos mais utilizados no mundo. Mas é necessário que a mulher tenha fluxo regular e conheça o próprio corpo, para estar atenta as mudanças que ocorrem no período de maior fertilidade.

Vantagens: é uma forma da mulher conhecer melhor a si a ao seu corpo, além de não ter custo nenhum.
Desvantagens: alta incidência de falhas, pois o estresse ou algum distúrbio psicológico pode desregular o ciclo menstrual, não protege contra doenças sexualmente transmissíveis.

Muco cervical ou método de Billings: baseia-se na observação de mudanças ocorridas no muco cervical, através das quais ela pode identificar seu período fértil.

Vantagens: custo zero e possibilidade de auto conhecimento.
Desvantagens: ausência de garantias.

Anticoncepcionais hormonais
Orais: doses moderadas de hormônios sexuais que impedem a ovulação. Existe a pílula, que é a combinação de dois hormônios - o estrogênio e o progestagênio – substâncias semelhantes aos hormônios femininos produziods pelo ovário. Impede a gravidez porque inibe a ovulação (liberação do óvulo pelo ovário), torna a camada interna do útero inadequada a aderência do óvulo fecundado na parede do útero e modifica a qualidade do muco cervical, detendo a passagem do espermatozóide.

Vantagens: redução do fluxo e das cólicas menstruais; dos riscos de anemia, doenças benignas nas mamas, diminuição da acne e quantidade de pelos no corpo, possui 99,9% de eficácia quando utilizada corretamente.
Desvantagens: requer motivação e uso diário (o esquecimento aumenta o índice de falha) e pode gerar efeitos colaterais, como redução da libido e aumento de peso. Por isso a necessidade de se consultar um ginecologista antes de escolher a pílula, pois cada uma contém uma quantidade de hormônios. Mulheres fumantes acima de 40 anos não devem utilizar métodos contraceptivos hormonais, pois correm o risco de terem problemas cardíacos.

Há também a mini pílula, com efeitos idênticos aos da pílula comum, mas contém apenas o progestagênio. Vem em cartelas de 35 comprimidos e sua eficácia é um pouco menor que a da pílula convencional, pois só funciona alterando o muco cervical. Deve ser tomada sem intervalos.

Vantagens: receitadas em circunstâncias especiais, principalmente nos casos que proíbem o consumo de estrogênio, é ideal para os períodos de amamentação, pois não reduz a quantidade de leite da mãe.
Desvantagens: as mesmas da pílula convencional. Porém, cerca de 20% das mulheres que utilizam este método tem sua menstruação desregulada ou sua completa suspensão.

Injetáveis: anticoncepcionais injetados na via muscular que impedem a ovulação. Podem ter duração de um mês, três meses, um ano ou três anos. É um método que ainda sofre muita controvérsia nos centros médicos, por ser novo e por suspender o ciclo menstrual.

Vantagens: é seguro, fácil de usar, não requer rotina diária e é altamente eficaz (média de 1% de falha).
Desvantagens: as mesmas da pílula, por conter hormônios.Causa sangramento irregular em alguns casos e o retorno à fertilidade é lento.

Outros métodos
DIU – Dispositivo intra-uterino: Pequeno objeto feito de plástico ou cobre, o DIU fica alojado no útero e sua colocação deve ser feita por um ginecologista. Detém a gestação, pois impede a passagem do espermatozóide. Com uma eficácia de 99% pode ser usado em qualquer idade, caso não existam contra indicações. Depois de inserido a mulher pode usá-lo num período de três a cinco anos.

Alerta: mulheres que possuem mioma uterino, períodos menstruais hemorrágicos não podem usar DIU de cobre e sim um outro, de progestogênio.

Vantagens: não requer cuidados especiais, mas não dispensa os controles ginecológicos habituais.
Desvantagens: mulheres com útero estreito ou pequeno, dificultam sua colocação.

Pílula do Dia Seguinte: também chamada de Técnica de Intercepção, consiste na ingestão de pílulas de alta dosagem de hormônio, fazendo com que o útero não apresente condições de manter o óvulo fecundado. Entrou no mercado brasileiro a pouco mais de um ano e pode ser comprada nas farmácias, com receita médica. Deve ser tomada em até 72 horas após a relação sexual e a outra 12 horas depois de ingerida a primeira.

Vantagens: para mulheres que foram vítimas de estupro, tiveram relações sexuais sem proteção ou a camisinha estourou em dia fértil.
Desvantagens: a dose elevada de estrogênio provoca muitos efeitos colaterais, como mal estar, alterações da função hepática e até complicações circulatórias. Não deve ser usado como método de rotina.

Anel Vaginal – Lançado recentemente, é uma opção bastante mais simples, tem a mesma eficácia da pílula e é administrado apenas uma vez ao mês. O anel, plástico flexível e transparente, possui diâmetro em torno de 5,4cm e espessura de 4mm. É de uso mensal e fácil de ser inserido.

Contém hormônios semelhantes ao da pílula em baixa dosagem que são liberados diretamente na corrente sanguínea de forma contínua e constante. Os hormônios não passam pelo estômago nem no fígado, o que constitui uma grande vantagem, pois evita sintomas digestivos desagradáveis.

Vantagens: Possui baixas doses hormonais e menos efeitos colaterais, por ser colocado na vagina pela própria mulher e liberar os hormônios diretamente para a corrente sanguínea.
Desvantagens: O preço ainda é alto. O anel precisa ser colocado corretamente para garantir a eficácia.
Adesivo – Contraceptivo em forma de adesivo que deve ser colado à pele e trocado a cada sete dias, durante três semanas consecutivas, com uma pausa na quarta semana, quando ocorre a menstruação. Pode ser usado nas nádegas, abdômem, parte superior do tórax ou na parte superior externa do braço.

Vantagem: Praticidade e não aumento de peso. A via transdérmica poupa o fígado, mantém os níveis hormonais constantes, evita flutuação hormonal.

Fonte: Farmais

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